0702387-68.2022.8.01.0002 Encerrado
Classe
Apelação Cível
Assunto
Repetição de indébito
Seção
Tribunal de Justiça
Órgão Julgador
Primeira Câmara Cível
Área
Cível

Apensos / Vinculados

Não há processos apensos ou vinculados para este processo.

Números de 1ª Instância

Nº de 1ª instância Foro Vara Juiz Obs.
0702387-68.2022.8.01.0002 (Principal) Cruzeiro do Sul 1ª Vara Cível - -

Partes do Processo

Apelante:  Banco Bmg S. A
Advogado:  Fernando Moreira Drummond Teixeira  
Apelado:  Francisco de Lima Castro
Advogado:  Lauro Hemannuell Braga Rocha  

Movimentações

Data Movimento
10/10/2024 Expedição de Certidão
Certidão - Baixa de Recurso
10/10/2024 Arquivado Definitivamente
09/10/2024 Transitado em Julgado em "data"
1) Certifica-se o Trânsito em Julgado do Acórdão prolatado nestes autos digitais, pp. 330/337, no dia 7 de outubro de 2024 .
13/09/2024 Expedição de Certidão
ACÓRDÃO PUBLICADO/VEICULADO (DJe Nº 7.620 DE 13/09/2024) Certifico que o Acórdão proferido nestes autos foi disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico nº 7.620, pp. 1/15, de 13 de setembro de 2024, considerando-se publicado no 1º dia útil subsequente ao da divulgação (art. 3º, da Resolução nº 14/2009, do Conselho de Administração-TJAC). Rio Branco, 13 de setembro de 2024.
12/09/2024 Expedição de Certidão
C E R T I D Ã O Encaminhamento do Acórdão ao DJE CERTIFICO, e dou fé, que em 12/09/2024, foi encaminhado o Acórdão proferido nos autos em epígrafe para a Coordenadoria do Parque Gráfico - CPAG deste Tribunal, para fins de divulgação no Diário da Justiça Eletrônico - DJE.
  Mais

Incidentes, ações incidentais, recursos e execuções de sentenças

Não há incidentes, ações incidentais, recursos ou execuções de sentenças vinculados a este processo.

Petições diversas

Não há petições diversas vinculadas a este processo.

Composição do Julgamento

Participação Magistrado
Relator Eva Evangelista 
Laudivon Nogueira 
Nonato Maia 

Julgamentos

Data Situação do julgamento Decisão
10/09/2024 Julgado DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE DÉBITO. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA. DESCARACTERIZADAS. AUSÊNCIA DO INSTRUMENTO CONTRATUAL. DEVOLUÇÃO DE VALORES. EAREsp nº 676.608/RS DO STJ. COMPENSAÇÃO COM VALORES DISPONIBILIZADOS. DANO MORAL. AFASTADO. RECURSO PROVIDO EM PARTE. 1. Caso em exame: Ação proposta pelo consumidor, questionando contrato de cartão de crédito consignado que alega que não ter contratado, resultando em parcelas mensais em seu contracheque e, da sentença que julgou procedentes os pedidos, recorre a instituição bancária. 2. Questão em discussão: Aferir se há ou não prescrição e decadência caracterizadas no caso concreto e, no mérito, se válido ou inválido o ajuste e, em caso de invalidade, quais as consequências aplicáveis. 3. Razões de decidir: 3.1. Tratando de declaração de nulidade de contrato bancário, contendo parcelas de trato sucessivo, o prazo prescricional tem com termo inicial o pagamento da última parcela e, na espécie, as parcelas continuaram a ser consignadas mês a mês, de modo que ainda não transcorrido o prazo prescricional e, quanto à decadência, amoldado à espécie a disposição do art. 27, do Código de Defesa do Consumidor (quinquênio). 3.2. No caso concreto, de um lado não se desincumbiu o banco do ônus de demonstrar os termos do suposto ajuste, de outro lado demonstrada a efetiva disponibilização dos valores ao Recorrido, sem notícia de devolução, motivo porque necessário solucionar a lide de forma a aplicar as consequências da falta de provas pelo banco, detentor do ônus, contudo, obstando o enriquecimento sem causa do Recorrido. 3.3. Conforme o EAREsp nº 676.608/RS do STJ, acerca da devolução de valores em casos da espécie, os eventuais descontos em folha que foram realizados até 29/03/2021 deverão ser restituídos na forma simples e, em dobro a partir de 30/03/2021. 3.4. A mera falha na prestação do serviço bancário não ocasiona reparação por danos morais in re ipsa, ex vi do art. 14, do Código de Processo Civil, exigindo prova de ato ilícito, nexo causal e danos extrapatrimoniais efetivamente demonstrados, ausentes da hipótese sobretudo porque, embora a falta de diligência do banco quanto aos termos do ajuste, comprovado que o consumidor recebeu em conta bancária os valores objeto de transferência pelo banco, sem efetuar a devolução. 4. Dispositivo e tese: Apelação provida em parte. Tese: Sem início do prazo prescricional quando ainda incidindo parcelas mensais sobre o contrato de trato sucessivo, devendo ser devolvido em dobro o valor descontado a partir de 30.03.2021, sem danos morais. 5. Legislação relevante citada: art. 27, do Código de Defesa do Consumidor. 6. Jurisprudência relevante citada: EAREsp nº 676.608/RS do STJ. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível nº 0702387-68.2022.8.01.0002, ACORDAM os Senhores Desembargadores da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, à unanimidade, pelo provimento parcial à Apelação nos termos do voto da Relatora e das mídias digitais arquivadas. Rio Branco, 9 de Setembro de 2024.