0713388-53.2022.8.01.0001 Encerrado
Classe
Apelação Cível
Assunto
Empréstimo consignado
Seção
Tribunal de Justiça
Órgão Julgador
Primeira Câmara Cível
Área
Cível

Apensos / Vinculados

Não há processos apensos ou vinculados para este processo.

Números de 1ª Instância

Nº de 1ª instância Foro Vara Juiz Obs.
0713388-53.2022.8.01.0001 (Principal) Rio Branco 1ª Vara Cível Zenice Mota Cardozo -

Partes do Processo

Apelante:  Banco Bradesco S/A
Advogado:  Larissa Sento-sé Rossi  
Advogado:  Roberto Dorea Pessoa  
Apelada:  Nazaré Moreno da Silva
Advogada:  Rosangela Coelho Costa  
Advogada:  KAMYLA FARIAS DE MORAES  

Movimentações

Data Movimento
29/07/2025 Expedição de Certidão
Certidão - Baixa de Recurso
29/07/2025 Arquivado Definitivamente
29/07/2025 Transitado em Julgado em "data"
CERTIDÃO TRÂNSITO EM JULGADO/RETORNO À ORIGEM 1) Certifica-se o Trânsito em Julgado do Acórdão prolatado nestes autos, pp. 547/551, no dia 25 de julho de 2025. 2) Certifica-se, por fim, a devolução destes autos à 1ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco.
03/07/2025 Expedição de Certidão
ACÓRDÃO DISPONIBILIZADO/VEICULADO (DJe nº 7.810, de 03/07/2025) Certifica-se que o Acórdão prolatado nestes autos foi disponibilizado no Diário da Justiça Eletrônico nº 7.810, sendo considerado publicado no 1º dia útil subsequente ao da divulgação/disponibilização no DJe (art. 3º, da Resolução nº 14/2009, do Conselho de Administração-TJAC).
01/07/2025 Expedição de Certidão
Nesta data, 01/07/2025, foi encaminhado o Acórdão (ementa) prolatado(a) nestes autos à Coordenadoria do Parque Gráfico, deste Tribunal, para efeito de PUBLICAÇÃO/veiculação no Diário da Justiça Eletrônico (Estadual).
  Mais

Incidentes, ações incidentais, recursos e execuções de sentenças

Não há incidentes, ações incidentais, recursos ou execuções de sentenças vinculados a este processo.

Petições diversas

Data Tipo
24/02/2025 Juntada de Documentos
28/03/2025 Embargos de Declaração

Composição do Julgamento

Participação Magistrado
Relator Lois Arruda 
Roberto Barros 
Elcio Mendes 

Julgamentos

Data Situação do julgamento Decisão
18/03/2025 Julgado Ementa: DIREITO DO CONSUMIDOR E BANCÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. AUSÊNCIA DE CONSENTIMENTO. PERÍCIA GRAFOTÉCNICA. FRAUDE COMPROVADA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. RECURSO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Recurso de Apelação Cível interposto por instituição financeira contra Sentença que julgou parcialmente procedente ação declaratória de inexistência de débito c/c repetição de indébito e indenização por danos morais, reconhecendo a nulidade de contratos de empréstimo consignado em razão da ausência de consentimento da autora, com base em perícia grafotécnica que constatou divergências nas assinaturas. Determinada a devolução simples dos valores descontados, com possibilidade de compensação de valores creditados, e fixada indenização por danos morais no valor de R$ 2.500,00. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há duas questões em discussão: (i) verificar se a documentação constante dos autos é suficiente para declarar a nulidade dos contratos de empréstimo por ausência de consentimento; (ii) definir a adequação da condenação por danos materiais e morais. III. RAZÕES DE DECIDIR 1. A inversão do ônus da prova, nos termos do art. 6º, VIII, do Código de Defesa do Consumidor, impõe à instituição financeira o dever de demonstrar a regularidade da contratação, o que não foi feito nos autos. 2. O laudo pericial grafotécnico constatou divergências significativas entre as assinaturas nos contratos impugnados e os padrões da autora, indicando reprodução por imitação livre ou servil, corroborando a alegação de fraude. 3. A instituição financeira não apresentou prova idônea de consentimento da autora, como contrato validamente assinado ou gravação de ligação telefônica, não se desincumbindo do seu ônus probatório. 4. A restituição simples dos valores descontados, com possibilidade de compensação de quantias comprovadamente creditadas à autora, encontra amparo na jurisprudência e no princípio do equilíbrio contratual. 5. A condenação por danos morais é cabível diante da falha na prestação do serviço bancário, sendo a fraude em contratos de empréstimo apta a gerar abalo moral, conforme jurisprudência consolidada do STJ, e o valor fixado em R$ 2.500,00 atende ao caráter pedagógico da condenação sem configurar enriquecimento ilícito. 6. A majoração dos honorários advocatícios para 12% sobre o valor da condenação decorre do desprovimento do recurso, nos termos do art. 85, §11, do CPC. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Recurso desprovido. Tese de julgamento: A inversão do ônus da prova no caso de relação consumerista impõe à instituição financeira o dever de demonstrar a regularidade da contratação, incluindo prova inequívoca da anuência do consumidor. A divergência entre assinaturas constatada por perícia grafotécnica caracteriza fraude e autoriza a declaração de nulidade de contratos bancários. A falha na prestação do serviço bancário, especialmente em casos de contratação fraudulenta, enseja a reparação por danos morais, sendo a indenização fixada conforme critérios de razoabilidade e proporcionalidade. Dispositivos relevantes citados: CDC, art. 6º, VIII; CPC, art. 85, §11. Jurisprudência relevante citada: STJ, Súmula 479. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível n. 0713388-53.2022.8.01.0001, ACORDAM os Senhores Desembargadores do Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, à unanimidade dos votos, para desprover o recurso, nos termos do voto do relator e das mídias digitais gravadas.
28/06/2025 Julgado Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO OU ERRO MATERIAL. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DO MÉRITO. IMPROVIMENTO. I. CASO EM EXAME 1. Embargos de Declaração em face de Acórdão da Primeira Câmara Cível que, por unanimidade, negou provimento à Apelação Cível interposta pela instituição financeira. O Embargante sustenta omissão no Acórdão quanto à validade de outros meios de prova da contratação além do contrato escrito, bem como erro na fixação do termo inicial dos juros moratórios incidentes sobre a indenização por danos morais. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. Há duas questões em discussão: (i) determinar se o Acórdão incorreu em omissão ao desconsiderar outros meios de prova da existência da relação contratual; (ii) definir se houve erro material na fixação dos juros moratórios sobre a indenização por danos morais. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. Os embargos de declaração somente são cabíveis nas hipóteses taxativas do art. 1.022 do CPC, não se prestando à rediscussão do mérito da decisão embargada. 4. O Acórdão embargado analisou expressamente a ausência de comprovação da contratação por parte da instituição financeira, ressaltando que não foi apresentada prova da anuência da autora, mesmo com a inversão do ônus da prova. 5. O inconformismo do Embargante com a valoração das provas e a conclusão do julgado não configura omissão, mas tentativa de rediscutir matéria já apreciada. 6. A alegação de erro na fixação do termo inicial dos juros moratórios também não caracteriza erro material ou omissão, configurando, igualmente, pretensão de rediscussão do mérito. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Embargos de Declaração desprovidos. Tese de julgamento: A manifestação do julgador sobre a ausência de prova da contratação afasta a alegação de omissão nos embargos de declaração. A divergência quanto ao termo inicial dos juros moratórios não configura erro material, mas inconformismo com o mérito da decisão, inviável de ser veiculado por meio de embargos de declaração.Os embargos de declaração não se prestam à rediscussão do mérito da decisão recorrida. ________ Dispositivos relevantes citados: CPC, art. 1.022. Jurisprudência relevante citada:TJAC, EDcl no Processo nº 0101368-14.2024.8.01.0000, Rel. Des. Laudivon Nogueira, 1ª Câmara Cível, j. 08.10.2024.TJAC, EDcl no Processo nº 0100874-52.2024.8.01.0000, Rel.ª Juíza Convocada Olívia Ribeiro, 2ª Câmara Cível, j. 28.06.2024. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível n. 0713388-53.2022.8.01.0001, ACORDAM os Senhores Desembargadores da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, à unanimidade dos votos, para desprover os Embargos de Declaração, nos termos do voto do relator.